it’s hard

16 maio

Eu só quero que você saiba que só estou sendo educada e que quando eu te pergunto ‘tudo bem?’ depois do bom dia/ boa tarde/ boa noite/ oi, e que, no fundo, eu tô pouco me fodendo se você está doente, sua menstruação tá atrasada, seu pagamento não caiu, você está comendo temaki na “padoca”, se te convidaram prum casamento e você tá com preguiça de ir, enfim.

Só isso.

Então, por favor, pára com isso e só diga o ‘tudobem!”, mesmo que seu mundo esteja caindo… Se você realmente importar pra mim, quem sabe, eu até me ofereça pra te ajudar (mas só se você me for muito importante).

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thought of you as my mountain top

4 maio

Oi, você tá me vendo aqui?

Pois é, eu sou aquela tal caixinha no meio do deserto. Daquele teste que você fez comigo, lembra? Pequenininha que só.

Ahhh, tô sentindo a areia batendo no meu rosto, e isso não é legal. E tá bem quente aqui agora, mas à noite o frio é pior ainda.

vamos ter cinco lindos cachorrinhos

12 jan

3 anos. 3 longos anos.

Quando eu parei pra pensar que já faz tudo isso de tempo que a gente tá afastado eu quis morrer, é sério, morrer. Eu só fiz cagada desde que você foi embora. Fingi que gostei de muita gente e fingi que era descolada. Mas eu não sou e você sabe. Você que era o descolado da relação, eu só era aquela ciumenta que aparecia de surpresa naquelas intermináveis palestras de Linux que você dava no Senac. Eu aparecia, te dava um beijo e te entregava uma garrafa de água porque sabia que você tava com sede. Você sempre foi o queridão, e eu não vejo problema nisso.
Todos querem ser seus amigos, não meus.

Achei um vídeo seu tocando Castles made of Sand do Hendrix, você tava tão diferente. Tava gordinho, tava cabeludo e fazia cara de sério.

Quando eu te vi naquela Voodoo com a sua namorada eu me senti bem, mas só porque você transparecia estar bem, não por ter companhia. Coisa que eu não consegui desde então. E eu sou fraca por isso. Tento encontrar outro B, mas não consigo.

É, o amor é mesmo coisa de panaca. Era isso que a primeira música que você me mandou dizia. Daquela época que você gostava de hxcx e colocava foto do Millencolin no avatar do msn, de quando você ainda era he4vy@bol.

“O amor é coisa de panaca, menininha você vai ver,

não quero falar de amor

você procurou o que não queria, menininha que descobriu
que a vida é uma porcaria.”

E é isso que me fortalece, ou não. Eu só sei que sou uma panaca, daquelas bem panaconas.
Eu sempre me pego pensando se você ainda pensa ou lembra um pouco de mim quando tá sozinho, sem nada pra fazer, mas, seu eu bem te conheço, você nunca tá sozinho ou sem nada pra fazer.Você tem a bicicleta, o software livre e aquela imensidão de amigos.
E por falar em bicicleta quero deixar aqui registrado o quão charmoso você está desde que começou a pedalar. Me lembro daquela vez que a gente se encontrou no mercado da Teodoro e tu me chamou pra pegar o DVD no seu apartamento. Tava lindo, mesmo todo encharcado. Você me deixou usar seu computador enquanto procurava o MASH, e, nesse meio tempo, você tirou a roupa molhada e ficou só de cueca desfilando pra lá e pra cá. Pegou o violão e começou a tocar algo que eu não soube identificar. E a gente ficou lá, até você lembrar que tinha aniversário no The Pub na Augusta e eu prova de SI, que merda.
Sabe, tô com a sua blusa agora. Mas não porque tá friozinho, é só porque eu me sinto perto de você com ela.
Eu já falei de muitos romancezinhos aqui nesse blog, mas eram passageiros e ninguém realmente me compreendeu até agora. Até achei um pensei que ia vingar, mas ele me traiu.
Sei lá, só quero que saiba que te quero bem. E amado benquisto assim você só será por mim.
Beijo,
Bi.
PS: sei que você tá ouvindo Mulheres Negras agora.

a sola vs. a caramanhola

20 dez

Querido ciclista,

Admiro toda essa sua força e todo seu empenho em subir ladeiras que me tiram o fôlego na metade. Sem contar nessa saúde toda e no bem que você faz ao meio ambiente. Mas, por favor, explique-me quais são suas reais intenções.

Você sai às ruas protestando contra os carros e diz que bicicleta é o melhor meio de transporte (disso não tenho dúvida, não mesmo!). Mas o que eu queria mesmo entender é : o porque da sua folga e da sua falta de respeito para com os pedestres. Digo isso porque já fui quase atropelada algumas vezes  (e digo quase porque fui muito rápida e consegui me esquivar dos acidentes) enquanto tentava atravessar a rua, simplesmente porque você ignorou o farol vermelho para os carros. Ou de quando você decide por subir na calçada e nos fazer desviar da sua magrela.

Sabe, acredito que você é um bandeirinha na arte do comportamento nas ruas. Segue o que lhe convém. Se o trânsito está bom (aham), você segue pelo asfalto. Mas, se o farol fecha e você está com pressa, o direito de pedestre ou de mais-fraco-perante-os-carros, lhe surge e você decide por atrapalhar o trânsito dos realmente mais frágeis, os pedestres.

Me diga como andas que te direi quem és. Não quero mais te chamar de pedelista, nem de ciclestre e nem de ciclotorista. Quero te chamar de ciclista com o peito cheio e ter orgulho do bem que você está fazendo para o mundo.

 

 

 

PS: esse post não é de forma nenhuma generalizado.

 

 

why can’t we be ourselves like we were yesterday?

7 nov

Talvez você nem saiba da existência desse blog, talvez sim.  Talvez tenha prestado atenção naquela nossa conversa, tenha visitado e até comentado, talvez não. Talvez a gente ainda nem se conheça pessoalmente. Talvez eu possa apenas estar alimentando uma paixonite platônica  (e acredite, eu posso apenas me contentar em só te ver every single day e comprar aquele bilhetinho azul do metrô de suas mãos). Talvez já tenhamos ficado tão bêbados que nem nos lembramos de como fomos parar naquele quarto frio (me desculpe por usar seu sleeping bag com outro).  Talvez você tenha me ligado todo final de semana após o término, por um ano inteiro, e tenha me convidado pra “sair”. Talvez você tenha me achado surpreendente naquela nossa conversa no Teta, depois de assistirmos Alice e você ter levado um banho de pipoca. Mas talvez, só talvez, você tenha descoberto que eu não desperto as borboletas no seu estômago e tenha me pedido desculpas por isso (!). Talvez eu tenha te ouvido, pacientemente por muito tempo, reclamar de como sua ex era neurótica. Talvez a gente tenha passado muitos sábados dentro daquele carro vermelho, fumando e conversando, só  conversando (“nada de sexo, a gente não tá na vibe”). Talvez eu tenha ficado contigo só porque te achava parecido fisicamente com meu ex, e hoje  fujo de você. Talvez eu tenha te escondido dos meus amigos todo esse tempo por  medo deles não te acharem tão bom pra mim. Talvez, mesmo sabendo que é gay, eu queira pular no seu colo toda vez que me dá carona. Talvez eu só vá àquela festa por saber que você vai estar lá, sempre com a mesma camiseta, com os mesmos amigos e bebendo da mesma coisa duvidosa. Talvez eu suspire toda vez que vejo um SMS seu. Talvez eu tenha te excluído dos meus contatos, talvez não.

Queria ter te cantado Roberto, te dedicado alguma coisa ou ter te escrito lindamente, mas não consigo, não dá.

Pensei em nós juntos mais de uma vez, pensei mesmo. E entenda juntos como “velhinhos-apaixonados-de-mãos-dadas-no-parque”, ou, como te dizia: “até eu não aguentar mais trocar a sua sonda”. Mas depois que você, sutilmente como um avestruz, soltou sua mão da minha, eu percebi que foi só sexo, ou pelo menos uma tentativa, sei lá.

Eu sei que você foi efêmero, passou, não tem volta. Mas eu também sei que você é um puta d’um frustrado que, assim como eu, nunca superou realmente, e sente culpa pelo fim e por não se deixar gostar de outras pessoas. É o nosso jeito, we can’t fix it. Mas eu até gosto de você, da desproporcionalidade da sua cabeça em relação ao seu corpo, do olhão, das tatuagens, dos piercings, do cabelo, ou da falta dele, do jeito que você puxa o “erre”, que fecha os olhos pra fazer uma afirmação (seria isso medo?), que abre as narinas pra conversar…

Suas roupas estão vazias

17 out

Certa vez me perguntaram como o blog surgiu, e eu deixei a pessoa sem resposta, não porque não sabia, mas sim porque tinha vergonha de assumir que, quando num baque de sentimentos eu gostava mesmo era de chorar e escrever. Sei lá, pra mim as coisas fluem mais naturalmente.

E foi no término de um namoro de muito tempo (grandessíssimo baque pra mim diga-se de passagem) que essa coisinha aqui surgiu.

Em terceira pessoa as coisas soam mais bonitas:

Foi no primeiro domingo do ano de 2008.

Ele foi buscá-la em sua casa como o de costume. Ela entrou no carro, o cumprimentou com um selinho e seguiram pra casa da mãe dele. No caminho não trocaram muitas palavras, haviam discutido na noite anterior, o motivo: surto de ciúmes dela no restaurante japonês, nada muito aparente pros outros, apenas pra ele, que não aguentava vê-la calada num canto, ignorando todos ao redor.

Assim que chegaram na casa da ‘sogra’ foi cada um pro seu canto, e a tarde seguiu assim, sem conversa, sem olhar, sem amor. Terminaram de comer e o único diálogo que tiveram foi sobre o prato que deveria ser retirado da mesa.

Todos riam, conversavam e se relembravam da viagem de ano novo que fizeram  juntos pra Ubatuba. Todos falavam, menos ele com ela e ela com ele.

Na hora de ir embora agradeceram e se despediram dos que ficavam. Ele chamou o elevador enquando ela ainda saía do apartamento, quase não a esperou, mas resolveu fazer aquilo que lhe parecia uma obrigação: aguentá-la no caminho de volta pra casa.

Na estrada, ele pegou o retorno e entrou no caminho para a casa dela, foi nesse momento que ela se virou e perguntou por que seguiam por aquele caminho ao invés de continuarem reto até a casa dele. Ele se limitou a responder que estava indisposto e que preferia terminar a noite sozinho. O silêncio era tão profundo que chegava a entupir os ouvidos (aquela sensação de ‘descer a serra’, sabe?). Virou à direita, fez a manobra do carro e parou em frente ao portão marrom. Desligou o motor e ficou calado olhando pro rosto pálido dela, e assim foi por alguns intermináveis minutos, depois disse que precisava muito conversar com ela. Foram quase 4 horas de conversa, uma pra cada ano de namoro. Naquela tarde, ela desabafou tudo que estava entalado, assim como ele. Falaram de tudo, estudos, dinheiro, dúvidas, mas não muito do amor em si. Terminaram bem, não queriam se largar do abraço pois sabiam que aquele, daquela vez, seria o último. Deram o último beijo, salgado por sinal pois não conseguiam segurar as lágrimas, se desejaram coisas boas e se despediram. Ele ligou o motor do carro, acendeu o pisca-alerta, colocou o rosto pra fora com aquele sorriso de boca fechada, e acenou. Ela entrou em casa, não trocou de roupa, pegou um cobertor, deitou no sofá e chorou até cansar. Depois dormiu o sono dos cansados, dormiu tanto que acordou atrasada na manhã seguinte com o vazio no coração e a cabeça pulsante.

Aquela foi a semana mais cruel de toda sua história e não conseguia esconder a dor.

Até hoje ela ainda fica down ao lembrar de como eram as coisas, ou quando vê algum presente que ganhou, ou quando encontra alguma blusa velha dele no armário. Mas aprendeu que não dá pra sair na rua com uma fôrma esperando encontrar alguém tão bom quanto ele, alguém que goste tanto de tudo que ela gosta quanto ele, não dá. Ela se conformou. Sabe que outros vieram e que outros tão legais quanto também virão.

Warning!

10 jul

Atenção você que acabou de entrar nesse humilde blog:  não repare na bagunça, na desatualização e nos possíveis erros gramaticais que aparecerem. Este blog é antiguinho e, aos poucos, estou dando uma geral nele.