vamos ter cinco lindos cachorrinhos

12 jan

3 anos. 3 longos anos.

Quando eu parei pra pensar que já faz tudo isso de tempo que a gente tá afastado eu quis morrer, é sério, morrer. Eu só fiz cagada desde que você foi embora. Fingi que gostei de muita gente e fingi que era descolada. Mas eu não sou e você sabe. Você que era o descolado da relação, eu só era aquela ciumenta que aparecia de surpresa naquelas intermináveis palestras de Linux que você dava no Senac. Eu aparecia, te dava um beijo e te entregava uma garrafa de água porque sabia que você tava com sede. Você sempre foi o queridão, e eu não vejo problema nisso.
Todos querem ser seus amigos, não meus.

Achei um vídeo seu tocando Castles made of Sand do Hendrix, você tava tão diferente. Tava gordinho, tava cabeludo e fazia cara de sério.

Quando eu te vi naquela Voodoo com a sua namorada eu me senti bem, mas só porque você transparecia estar bem, não por ter companhia. Coisa que eu não consegui desde então. E eu sou fraca por isso. Tento encontrar outro B, mas não consigo.

É, o amor é mesmo coisa de panaca. Era isso que a primeira música que você me mandou dizia. Daquela época que você gostava de hxcx e colocava foto do Millencolin no avatar do msn, de quando você ainda era he4vy@bol.

“O amor é coisa de panaca, menininha você vai ver,

não quero falar de amor

você procurou o que não queria, menininha que descobriu
que a vida é uma porcaria.”

E é isso que me fortalece, ou não. Eu só sei que sou uma panaca, daquelas bem panaconas.
Eu sempre me pego pensando se você ainda pensa ou lembra um pouco de mim quando tá sozinho, sem nada pra fazer, mas, seu eu bem te conheço, você nunca tá sozinho ou sem nada pra fazer.Você tem a bicicleta, o software livre e aquela imensidão de amigos.
E por falar em bicicleta quero deixar aqui registrado o quão charmoso você está desde que começou a pedalar. Me lembro daquela vez que a gente se encontrou no mercado da Teodoro e tu me chamou pra pegar o DVD no seu apartamento. Tava lindo, mesmo todo encharcado. Você me deixou usar seu computador enquanto procurava o MASH, e, nesse meio tempo, você tirou a roupa molhada e ficou só de cueca desfilando pra lá e pra cá. Pegou o violão e começou a tocar algo que eu não soube identificar. E a gente ficou lá, até você lembrar que tinha aniversário no The Pub na Augusta e eu prova de SI, que merda.
Sabe, tô com a sua blusa agora. Mas não porque tá friozinho, é só porque eu me sinto perto de você com ela.
Eu já falei de muitos romancezinhos aqui nesse blog, mas eram passageiros e ninguém realmente me compreendeu até agora. Até achei um pensei que ia vingar, mas ele me traiu.
Sei lá, só quero que saiba que te quero bem. E amado benquisto assim você só será por mim.
Beijo,
Bi.
PS: sei que você tá ouvindo Mulheres Negras agora.
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