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it’s hard

16 maio

Eu só quero que você saiba que só estou sendo educada e que quando eu te pergunto ‘tudo bem?’ depois do bom dia/ boa tarde/ boa noite/ oi, e que, no fundo, eu tô pouco me fodendo se você está doente, sua menstruação tá atrasada, seu pagamento não caiu, você está comendo temaki na “padoca”, se te convidaram prum casamento e você tá com preguiça de ir, enfim.

Só isso.

Então, por favor, pára com isso e só diga o ‘tudobem!”, mesmo que seu mundo esteja caindo… Se você realmente importar pra mim, quem sabe, eu até me ofereça pra te ajudar (mas só se você me for muito importante).

a sola vs. a caramanhola

20 dez

Querido ciclista,

Admiro toda essa sua força e todo seu empenho em subir ladeiras que me tiram o fôlego na metade. Sem contar nessa saúde toda e no bem que você faz ao meio ambiente. Mas, por favor, explique-me quais são suas reais intenções.

Você sai às ruas protestando contra os carros e diz que bicicleta é o melhor meio de transporte (disso não tenho dúvida, não mesmo!). Mas o que eu queria mesmo entender é : o porque da sua folga e da sua falta de respeito para com os pedestres. Digo isso porque já fui quase atropelada algumas vezes  (e digo quase porque fui muito rápida e consegui me esquivar dos acidentes) enquanto tentava atravessar a rua, simplesmente porque você ignorou o farol vermelho para os carros. Ou de quando você decide por subir na calçada e nos fazer desviar da sua magrela.

Sabe, acredito que você é um bandeirinha na arte do comportamento nas ruas. Segue o que lhe convém. Se o trânsito está bom (aham), você segue pelo asfalto. Mas, se o farol fecha e você está com pressa, o direito de pedestre ou de mais-fraco-perante-os-carros, lhe surge e você decide por atrapalhar o trânsito dos realmente mais frágeis, os pedestres.

Me diga como andas que te direi quem és. Não quero mais te chamar de pedelista, nem de ciclestre e nem de ciclotorista. Quero te chamar de ciclista com o peito cheio e ter orgulho do bem que você está fazendo para o mundo.

 

 

 

PS: esse post não é de forma nenhuma generalizado.

 

 

why can’t we be ourselves like we were yesterday?

7 nov

Talvez você nem saiba da existência desse blog, talvez sim.  Talvez tenha prestado atenção naquela nossa conversa, tenha visitado e até comentado, talvez não. Talvez a gente ainda nem se conheça pessoalmente. Talvez eu possa apenas estar alimentando uma paixonite platônica  (e acredite, eu posso apenas me contentar em só te ver every single day e comprar aquele bilhetinho azul do metrô de suas mãos). Talvez já tenhamos ficado tão bêbados que nem nos lembramos de como fomos parar naquele quarto frio (me desculpe por usar seu sleeping bag com outro).  Talvez você tenha me ligado todo final de semana após o término, por um ano inteiro, e tenha me convidado pra “sair”. Talvez você tenha me achado surpreendente naquela nossa conversa no Teta, depois de assistirmos Alice e você ter levado um banho de pipoca. Mas talvez, só talvez, você tenha descoberto que eu não desperto as borboletas no seu estômago e tenha me pedido desculpas por isso (!). Talvez eu tenha te ouvido, pacientemente por muito tempo, reclamar de como sua ex era neurótica. Talvez a gente tenha passado muitos sábados dentro daquele carro vermelho, fumando e conversando, só  conversando (“nada de sexo, a gente não tá na vibe”). Talvez eu tenha ficado contigo só porque te achava parecido fisicamente com meu ex, e hoje  fujo de você. Talvez eu tenha te escondido dos meus amigos todo esse tempo por  medo deles não te acharem tão bom pra mim. Talvez, mesmo sabendo que é gay, eu queira pular no seu colo toda vez que me dá carona. Talvez eu só vá àquela festa por saber que você vai estar lá, sempre com a mesma camiseta, com os mesmos amigos e bebendo da mesma coisa duvidosa. Talvez eu suspire toda vez que vejo um SMS seu. Talvez eu tenha te excluído dos meus contatos, talvez não.

Queria ter te cantado Roberto, te dedicado alguma coisa ou ter te escrito lindamente, mas não consigo, não dá.

Pensei em nós juntos mais de uma vez, pensei mesmo. E entenda juntos como “velhinhos-apaixonados-de-mãos-dadas-no-parque”, ou, como te dizia: “até eu não aguentar mais trocar a sua sonda”. Mas depois que você, sutilmente como um avestruz, soltou sua mão da minha, eu percebi que foi só sexo, ou pelo menos uma tentativa, sei lá.

Eu sei que você foi efêmero, passou, não tem volta. Mas eu também sei que você é um puta d’um frustrado que, assim como eu, nunca superou realmente, e sente culpa pelo fim e por não se deixar gostar de outras pessoas. É o nosso jeito, we can’t fix it. Mas eu até gosto de você, da desproporcionalidade da sua cabeça em relação ao seu corpo, do olhão, das tatuagens, dos piercings, do cabelo, ou da falta dele, do jeito que você puxa o “erre”, que fecha os olhos pra fazer uma afirmação (seria isso medo?), que abre as narinas pra conversar…

Warning!

10 jul

Atenção você que acabou de entrar nesse humilde blog:  não repare na bagunça, na desatualização e nos possíveis erros gramaticais que aparecerem. Este blog é antiguinho e, aos poucos, estou dando uma geral nele.

nunca brinque com uma câncer de ascendente em aquário

28 jun

Tinha que fazer esse trocadilho do Faroeste Caboclo do Legião agora que descobri minha ascendência. Sou super ligada nessas coisas esotéricas e acredito sim que a posição dos astros no dia do meu nascimento me influencia e muito. Depois de algumas horas procurando consegui achar um horóscopo que define muito bem o meu signo, o ascendente ainda tô demorando um pouco pra compreender mas já me identifico com algumas características. Quem me conhece vai dar algumas risadinhas pois sabe que sou exatamente assim. Então lá vai.

Câncer – 21/06 à 21/07

Eles são sensíveis, sensatos, solícitos e vivem em busca do tempo perdido. É fácil notá-los, e encantar-se à primeira vista: abrirão portas e puxarão cadeiras se forem caranguejos-macho, ou se oferecerão para consertar aquele abajur quebrado, se forem caranguejos-fêmeas, enquanto lhe contam o quanto, mas quanto mesmo, foram felizes na infância. O canceriano é um idealizador do passado, e para ele nunca houve época mais feliz que a época do ginásio, ou aqueles meses em que ele passava as férias com todos os primos, no sítio do avô, ou aquele dia muito particular em que ganhou a primeira bicicleta. Pode até não ser verdade – mas o conceito de verdade, para um canceriano, é totalmente sentimental. Esta é a marca registrada deste signo de água, regido pela Lua: eles são movidos a sentimentos. Realidade, para eles, é o que eles sentem, e nenhuma análise fria, objetiva, e matemática dos fatos vai convencê-los do contrário.

Não adianta, por exemplo, insistir que é melhor pegar um ponte aérea para passar o fim de semana no Rio, em vez de perder oito horas na Dutra e desmaiar de cansaço no sábado e domingo se eles “sentem” que o avião pode cair. Eles são tão amáveis e corteses que às vezes se demora para perceber o quanto são refratários a sugestões. Não ouse perguntar porque eles não vão ao teatro, se a última peça que eles assistiram foi em 1969 e as coisas evoluíram um pouquinho desde então. “Não vou porque não vou”, ele lhe responderá provavelmente porque sente algo absolutamente incomunicável. “Porque sim” e “porque não” são as expressões mais freqüentes do repertório do caranguejo.

É que ele, apesar de conservador, é também um cara de lua. Suas opiniões variam barbaramente, indo num mesmo dia do grau zero ao grau máximo da escala Richter de emotividade. A instabilidade do caranguejo, porém, não tem nada a ver com a volubilidade do geminiano: enquanto aquele borboleteia entre duas idéias, este oscila entre vários humores. Mas seus ataques de melancolia passam tão rápido quanto vieram: basta que você ofereça um pouco de colo e ele terá de volta tudo que mais necessita, isto é, segurança, segurança e segurança.

DOENÇAS:
Problemas no estômago, no pâncreas, nas glândulas mámarias, no diafragma e no útero. A indigestão, gastrite, irregularidade do fluxo das secreções são outros problemas dos cancerianos. Isto afeta o humor do canceriano, e ele fica muito sensível e inseguro emocionalmente.

TERAPIAS:
Os achaques mais comuns do caranguejo são stress, gastrites de origem depressiva e enxaquecas tremendas toda vez que o mundo não o acolhe como deveria, e por isso ele exagera no uísque. Recomenda-se, além de uma certa moderação etilíca, um pouco de terapia junguiana. Desde que o terapeuta o receba com açúcar e afeto, e não com aquela sanha incontrolável de extraír-lhe todos os segredos. O canceriano abomina abelhudos, embora esteja sempre disposto a relatar passagens da sua infância. Um freudiano não é recomendável, pois, apesar de pronto a ouvir histórias antigas, vai tentar se meter entre elas e a mãe. Já um analista junguiano, mais soft e craque em símbolos e arquétipos, pode auxiliar o caranguejo a se acomodar melhor na sua concha, sem ter que se desfazer inteiramente dela. Aliás, se há algo que o canceriano não tolera, é desfazer-se das coisas – antes um caranguejo em paz com suas neuroses familiares que totalmente desprovido delas.

Retiros programados também podem ser uma boa pedida, mesmo porque eles já os praticam naturalmente todos os dias em que resolvem não atender ao telefone nem abrir a porta da casa. Um fim de semana escondido num hotel-fazenda ou encaramujado dentro de casa repõe suas energias. Depois de algum tempo na toca, ele volta à toda. Demonstre uma certa condescendência com suas crises, mas nunca tenha pena dele. O caranguejo é um expert em chantagens emocionais, e se você deixar convencer de que o problema dele é mesmo sério, ele pode ficar influenciado e também acabará se convencendo – e é capaz de entrar em crise de verdade.

Pra saber mais dá uma visistadinha no site do Terra Esotérico :

http://www.terra.com.br/cgi-bin/index_frame/esoterico/astrologia/horoscopo.htm

semtítulo

22 jun

Quem diria hein !

Há 20 anos, é isso mesmo minha gente,  há 20 anos atrás,  enquanto sua irmã assoprava velinhas de 5 anos, nascia numa maternidade na Saúde (não me lembro o nome) uma cotoquinha, com cara de joelho, pra variar, e nariz de coxinha. Todos olhavam alegremente praquele pequeno serzinho que chegara bem no primeiro dia de inverno do último ano da década de 80 (deu pra entender ?!). Todos riam e faziam gracinhas, todos queriam carregá-la no colo e levá-la pra casa mas, pelo menos naquela época, mamãe não queria e não deixava. Já saiu da maternidade popstar, já tinha fã clube e até apelido, Cacá.

Alguns anos depois, algumas dezenas de pontos no corpo e algumas muitas histórias pra contar, aqui estou !

Um misto de alegria, ansiedade e frustação me tomou conta. Relembrei antigas histórias durante essa semana, revi antigas amizades e desenterrei o álbum de fotografias, daqueles que tem a foto de um gato ou de um menininho tomando sorvete sabe ?! Da Curt. Relembrei o quanto já fui feliz e fiquei imaginando tantas outras formas de ser feliz novamente. Relembrei o quão legal era ser criança e não ter nenhuma grande preocupação, quando minhas dúvidas eram se desenhava ou se moldava massinha, ou se assistia Rá-tim-bum, ou brincava na rua, de quando a gente podia fazer desenho no final da prova mimiografada se sobrasse espaço na folha, de quando o trabalho de final de semestre era fazer uma colagem, de quando o trabalho de final de ano era atuar na peça da escola como árvore ou peixinho estilo Glub-Glub. Relembrei de quando a adolescência bateu à minha porta de deu uma reviravolta, de quando coraçõezinhos tomavam espaço no caderno e bater no amigo era a melhor brincadeira, de quando a inocência deu lugar a revolta e a rebeldia e claro, de quando o prazer me foi apresentado. Brigas com a família já haviam se tornado rotina, era eu contra o mundo. De quando o saco se encheu de ser do contra e resolveu seguir a maré. De quando a dúvida me rondava. De quando meu nome apareceu na lista de aprovados. De quando me pintavam e me chamavam de bixete. De quando uma idéia de ‘felizes para sempre’ deu lugar ao ‘vamos ser amigos’. De quando o mundo caiu. De quando desistir foi a saída. De quando o nome apareceu em outra lista de aprovados. De quando outro mundo surgiu. De quando você realmente se dá conta de que os amigos são a melhor coisa do mundo, nunca se esqueça disso ! De quando a água finalmente bateu na bunda. De quando você se dá conta que os melhores anos do resto de sua vida chegaram e pode gritar bem alto ‘ … eu só quero dessa vida é ser feliz. Eu não abro mão nem por você nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos, quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos.’

let’s fall in love again, and again, and again

5 fev

Não sou muito fã de ctrl c + ctrl v mas esse aqui vale a pena, eu gostei bastante, é do Arnaldo Jabor.

Relacionamentos

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa: – ‘Ah, terminei o namoro… ‘ – ‘Nossa, quanto tempo?’ – ‘Cinco anos…
Mas não deu certo… Acabou’ – É não deu.. Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores. Não acredito em pessoas que se complementam.
Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama. Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel. Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador. Às vezes ele é malhado, mas não é sensível.
Tudo nós não temos. Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro. Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona…
Acho que o beijo é importante… E se o beijo bate… Se joga.. Senão bate…
Mais um Martini, por favor… E vá dar uma volta. Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra..
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití. Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta. Nada de drama. Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você. E vice versa.
Não fique com alguém por dó também. Ou por medo da solidão. Nascemos sós. Morremos sós.
Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado. E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro. Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói. Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo. E nem sempre as coisas saem como você quer… A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta. Se não quer se envolver, namore uma planta.
É mais previsível. Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar. Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear. Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim… Quem disse que ser adulto é fácil?