Senão você dança

10 jul

Quando me perguntam o que procuro em um companheiro já tenho a mesma resposta na ponta da língua há algum tempo: segurança.

Segurança, mas não aquela oferecida por guarda costas, muito menos aquela da quantidade de zeros que se tem na conta bancária.

Segurança essa de que se pode contar com a pessoa ‘no matter what‘. A segurança de um sorriso que surge no rosto quando estamos em dúvida de qual roupa colocar. A segurança de que sempre vai haver alguém tarde da noite pra ouvir, com atenção, ou não, o quão chato, ou legal foi o dia que se passou.

A segurança de ter sempre alguém pra ajudar a abrir o vidro de palmito ou consertar aquele velho ferro de passar da avó, não que não tenhamos a capacidade de fazê-los, mas é sempre muito mais sexy vê-los forçando os músculos pra abrir aquele vidrinho chato ou quebrando a cabeça pra saber qual fio cortar.

Segurança de saber que depois do sexo temos um braço deliciosamente confortável nos envolvendo. E cá entre nós, não há nada mais gostoso do que descansar sentindo o calor e o cheiro do ser amado.

Segurança de ser compreendida, ou pelo menos tentarem nos compreender quando compramos 5 blusinhas iguais ou quando borboletamos de humor em poucos instantes. Segurança de receber uma mensagem de “bom dia”. Segurança de saber que tem alguém que nos vai explicar pacientemente o que é um gol de trivela.

Enfim, essa coisinha que os não-sortudos acreditam ter poucos significados pode ter centenas de milhares de interpretações quando sabemos que só aquele ser que escolhemos, e nos escolheu, tem pra oferecer.

baby

5 jul

Você precisa saber da piscina,
Da margarina, da Carolina, da gasolina
Você, precisa saber de mim
Baby, baby
Eu sei que é assim

Você precisa tomar um sorvete
Na lanchonete
Andar com a gente, me ver de perto
Ouvir, aquela canção do Roberto
Baby, baby há quanto tempo

Você precisa aprender inglês
Precisa aprender o que eu sei
E o que eu não sei mais e o que eu não sei mais
Não sei, comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz
Vivemos na melhor cidade
Da América do Sul
Da América do Sul
Você precisa, você precisa, você precisa
Não sei, leia na minha camisa
Baby, baby, I love you
Baby, baby, I love you

acid

5 jul

sydbarrett-729192

Já que eu provavelmente não conseguirei entrar no ‘ Eu nem sinto’ na terça 07/07 eu já deixo a minha homenagem pro Syd desde hoje. O homem mais bonito que já existiu na minha opinião e um dos mais talentosos na opinião de milhões de pessoas.

Shine on you crazy diamond !

6 mg

30 jun

… Ela teme intensamente que jamais conheça um carinha que vá comê-la estando apaixonado …

nunca brinque com uma câncer de ascendente em aquário

28 jun

Tinha que fazer esse trocadilho do Faroeste Caboclo do Legião agora que descobri minha ascendência. Sou super ligada nessas coisas esotéricas e acredito sim que a posição dos astros no dia do meu nascimento me influencia e muito. Depois de algumas horas procurando consegui achar um horóscopo que define muito bem o meu signo, o ascendente ainda tô demorando um pouco pra compreender mas já me identifico com algumas características. Quem me conhece vai dar algumas risadinhas pois sabe que sou exatamente assim. Então lá vai.

Câncer – 21/06 à 21/07

Eles são sensíveis, sensatos, solícitos e vivem em busca do tempo perdido. É fácil notá-los, e encantar-se à primeira vista: abrirão portas e puxarão cadeiras se forem caranguejos-macho, ou se oferecerão para consertar aquele abajur quebrado, se forem caranguejos-fêmeas, enquanto lhe contam o quanto, mas quanto mesmo, foram felizes na infância. O canceriano é um idealizador do passado, e para ele nunca houve época mais feliz que a época do ginásio, ou aqueles meses em que ele passava as férias com todos os primos, no sítio do avô, ou aquele dia muito particular em que ganhou a primeira bicicleta. Pode até não ser verdade – mas o conceito de verdade, para um canceriano, é totalmente sentimental. Esta é a marca registrada deste signo de água, regido pela Lua: eles são movidos a sentimentos. Realidade, para eles, é o que eles sentem, e nenhuma análise fria, objetiva, e matemática dos fatos vai convencê-los do contrário.

Não adianta, por exemplo, insistir que é melhor pegar um ponte aérea para passar o fim de semana no Rio, em vez de perder oito horas na Dutra e desmaiar de cansaço no sábado e domingo se eles “sentem” que o avião pode cair. Eles são tão amáveis e corteses que às vezes se demora para perceber o quanto são refratários a sugestões. Não ouse perguntar porque eles não vão ao teatro, se a última peça que eles assistiram foi em 1969 e as coisas evoluíram um pouquinho desde então. “Não vou porque não vou”, ele lhe responderá provavelmente porque sente algo absolutamente incomunicável. “Porque sim” e “porque não” são as expressões mais freqüentes do repertório do caranguejo.

É que ele, apesar de conservador, é também um cara de lua. Suas opiniões variam barbaramente, indo num mesmo dia do grau zero ao grau máximo da escala Richter de emotividade. A instabilidade do caranguejo, porém, não tem nada a ver com a volubilidade do geminiano: enquanto aquele borboleteia entre duas idéias, este oscila entre vários humores. Mas seus ataques de melancolia passam tão rápido quanto vieram: basta que você ofereça um pouco de colo e ele terá de volta tudo que mais necessita, isto é, segurança, segurança e segurança.

DOENÇAS:
Problemas no estômago, no pâncreas, nas glândulas mámarias, no diafragma e no útero. A indigestão, gastrite, irregularidade do fluxo das secreções são outros problemas dos cancerianos. Isto afeta o humor do canceriano, e ele fica muito sensível e inseguro emocionalmente.

TERAPIAS:
Os achaques mais comuns do caranguejo são stress, gastrites de origem depressiva e enxaquecas tremendas toda vez que o mundo não o acolhe como deveria, e por isso ele exagera no uísque. Recomenda-se, além de uma certa moderação etilíca, um pouco de terapia junguiana. Desde que o terapeuta o receba com açúcar e afeto, e não com aquela sanha incontrolável de extraír-lhe todos os segredos. O canceriano abomina abelhudos, embora esteja sempre disposto a relatar passagens da sua infância. Um freudiano não é recomendável, pois, apesar de pronto a ouvir histórias antigas, vai tentar se meter entre elas e a mãe. Já um analista junguiano, mais soft e craque em símbolos e arquétipos, pode auxiliar o caranguejo a se acomodar melhor na sua concha, sem ter que se desfazer inteiramente dela. Aliás, se há algo que o canceriano não tolera, é desfazer-se das coisas – antes um caranguejo em paz com suas neuroses familiares que totalmente desprovido delas.

Retiros programados também podem ser uma boa pedida, mesmo porque eles já os praticam naturalmente todos os dias em que resolvem não atender ao telefone nem abrir a porta da casa. Um fim de semana escondido num hotel-fazenda ou encaramujado dentro de casa repõe suas energias. Depois de algum tempo na toca, ele volta à toda. Demonstre uma certa condescendência com suas crises, mas nunca tenha pena dele. O caranguejo é um expert em chantagens emocionais, e se você deixar convencer de que o problema dele é mesmo sério, ele pode ficar influenciado e também acabará se convencendo – e é capaz de entrar em crise de verdade.

Pra saber mais dá uma visistadinha no site do Terra Esotérico :

http://www.terra.com.br/cgi-bin/index_frame/esoterico/astrologia/horoscopo.htm

semtítulo

22 jun

Quem diria hein !

Há 20 anos, é isso mesmo minha gente,  há 20 anos atrás,  enquanto sua irmã assoprava velinhas de 5 anos, nascia numa maternidade na Saúde (não me lembro o nome) uma cotoquinha, com cara de joelho, pra variar, e nariz de coxinha. Todos olhavam alegremente praquele pequeno serzinho que chegara bem no primeiro dia de inverno do último ano da década de 80 (deu pra entender ?!). Todos riam e faziam gracinhas, todos queriam carregá-la no colo e levá-la pra casa mas, pelo menos naquela época, mamãe não queria e não deixava. Já saiu da maternidade popstar, já tinha fã clube e até apelido, Cacá.

Alguns anos depois, algumas dezenas de pontos no corpo e algumas muitas histórias pra contar, aqui estou !

Um misto de alegria, ansiedade e frustação me tomou conta. Relembrei antigas histórias durante essa semana, revi antigas amizades e desenterrei o álbum de fotografias, daqueles que tem a foto de um gato ou de um menininho tomando sorvete sabe ?! Da Curt. Relembrei o quanto já fui feliz e fiquei imaginando tantas outras formas de ser feliz novamente. Relembrei o quão legal era ser criança e não ter nenhuma grande preocupação, quando minhas dúvidas eram se desenhava ou se moldava massinha, ou se assistia Rá-tim-bum, ou brincava na rua, de quando a gente podia fazer desenho no final da prova mimiografada se sobrasse espaço na folha, de quando o trabalho de final de semestre era fazer uma colagem, de quando o trabalho de final de ano era atuar na peça da escola como árvore ou peixinho estilo Glub-Glub. Relembrei de quando a adolescência bateu à minha porta de deu uma reviravolta, de quando coraçõezinhos tomavam espaço no caderno e bater no amigo era a melhor brincadeira, de quando a inocência deu lugar a revolta e a rebeldia e claro, de quando o prazer me foi apresentado. Brigas com a família já haviam se tornado rotina, era eu contra o mundo. De quando o saco se encheu de ser do contra e resolveu seguir a maré. De quando a dúvida me rondava. De quando meu nome apareceu na lista de aprovados. De quando me pintavam e me chamavam de bixete. De quando uma idéia de ‘felizes para sempre’ deu lugar ao ‘vamos ser amigos’. De quando o mundo caiu. De quando desistir foi a saída. De quando o nome apareceu em outra lista de aprovados. De quando outro mundo surgiu. De quando você realmente se dá conta de que os amigos são a melhor coisa do mundo, nunca se esqueça disso ! De quando a água finalmente bateu na bunda. De quando você se dá conta que os melhores anos do resto de sua vida chegaram e pode gritar bem alto ‘ … eu só quero dessa vida é ser feliz. Eu não abro mão nem por você nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos, quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos.’

13 jun

Do you realize that everyone you know someday will die ?